segunda-feira, 21 de maio de 2012

Educação não é mercadoria / UNE


Dezesseis mil estão sem aulas; professores não recebem salário há meses
Na noite da última quinta-feira (17) um grupo de estudantes liderados pela União Estadual dos Estudantes do Rio (UEE-RJ) ocupou novamente o prédio do Grupo Galileo Educacional, gestor das universidades Gama Filho e UniverCidade. A ocupação foi fruto de um novo protesto contra o grupo que desde o início do ano não efetua o pagamento de funcionários e professores, prejudicando dezesseis mil universitários.
Uma outra ocupação com duração de seis horas ocorreu no dia 2 de maio, porém, na ocasião, com a promessa dos representantes da universidade de que os salários seriam pagos e as aulas normalizadas, os estudantes deixaram o prédio.
Os problemas na Universidade da Cidade e Gama Filho tiveram início no final de 2011, quando o Grupo Galileo comprou as duas instituições. De lá pra cá, uma sucessão de irregularidades vem lesando professores, funcionários e estudantes.
Para o presidente da UNE, Daniel Iliescu, presente na primeira ocupação, a entidade juntamente com a União Estadual dos Estudantes do Rio ocupou o prédio em defesa da qualidade da educação.”Precisamos fazer pressão para que os salários sejam pagos e também para que o Ministério da Educação regulamente o ensino privado, trazendo mais democracia, mais transparência para esse setor”, declarou.
Durante a manifestação desta quinta, os estudantes chegaram a ser agredidos pela polícia militar. Segundo o presidente da  UEE-RJ, Igor Mayworm, houve truculência sem necessidade. “Nós já estavámos saindo do prédio. Chamamos a PM para garantir a saída dos funcionários, e acabamos sendo agredidos”, lamentou.
Com a impossibilidade de permanecerem ocupados no prédio, os estudantes optaram por ficar na área externa. Para Mayworn, esse é um momento decisivo.”Estamos acampados na porta da Galileo e quanto mais alunos estiverem por aqui mais pressão iremos colocar na direção.Vamos à luta pelos nossos direitos”, enfatizou.
Os estudantes prometem sair do local quando a situação for resolvida. Os professores permanecem em greve até o momento.
Renata Bars

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