quarta-feira, 16 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Salvador recebe chefes de Estado para debater combate ao racismo
Salvador recebe chefes de Estado para debater combate ao racismo
A cidade que tem a maior população de afrodescendentes fora da África será durante quatro dias o centro das atenções dos debates mundiais acerca de políticas de combate ao racismo, à xenofobia e à discriminação e à intolerância raciais. Salvador recebe a partir do próximo dia 16 de novembro chefes de Estado, gestores públicos, representantes de organizações da sociedade civil, artistas e pesquisadores envolvidos com a questão racial para participar do Encontro Ibero-americano dos Povos Afrodescendentes (Afro XXI). Além da presidente Dilma Rousseff, são esperados outros 11 chefes de Estado.
A programação começa com o fórum de entidades da sociedade civil, que tem o objetivo de formular propostas a serem submetidas aos chefes de Estado, que se reúnem no fechamento do evento, dia 19. Dias 17 e 18, os debates serão conduzidos por especialistas com a participação de representantes governamentais e de entidades ligadas a cada tema. Entre os assuntos em destaque estão "Racismo e representação midiática", "Marcos legais antirracistas e acesso à Justiça" e "Censos e estatísticas das desigualdades raciais: da constatação às políticas públicas".
Para o secretário de Promoção da Igualdade Racial da Bahia, Elias Sampaio, "o povo de Salvador, que tradicionalmente se identifica como afrodescendente e tem um sentimento de pertencimento a essa esfera cultural terá agora mais um motivo para fortalecer ainda mais esse reconhecimento". Ele acredita que uma das propostas a serem aprovadas no encontro é a de transformar Salvador na "capital afrodescendente das Américas". "Essa definição poderá dar ainda mais força ao trabalho transversal de combate ao racismo e de promoção da igualdade no nosso estado"
Além da presença de especialistas e representantes de organismos e governos de diversos países, Salvador será também agraciada com uma ampla programação cultural. Os palcos do Pelourinho abrigarão um festival de música afrodescendente paralelo ao evento. Atrações de vários países que juntarão com artistas locais para traçar um panorama da música afro no mundo. Os eventos serão abertos ao público e gratuitos. A única exceção será o show que Gilberto Gil fará junto com a cantora e ministra da Cultura do Peru Susana Baca para os chefes de Estado que se reunirão no último dia do encontro.
Salvador sedia Encontro Ibero-americano do Ano Internacional dos Afrodescendente
Atividade reunirá representações governamentais, da sociedade civil e parlamentares
de países africanos, sul-americanos, ibero-americanos e caribenhos emSalvador, Bahia, de 16 a 19 de novembro deste ano
A Assembléia Geral das Nações Unidas proclamou 2011 como Ano Internacional dos Afrodescendentes. A resolução reafirma a Declaração Universal dos Direitos Humanos, segundo a qual todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. A declaração da ONU também ressalta a importância dos 10 anos da Declaração e Programa de Ação de Durban*, além dos Pactos e Convenções anteriores de afirmação de direitos específicos e relativos à eliminação do racismo.
Reconhecendo a importância da Resolução da ONU, o governo brasileiro, através da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir/PR) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), e o Governo do Estado da Bahia, através das secretarias de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), de Cultura (Secult), e das Relações Internacionais e da Agenda Bahia (Serinter), associaram-se à Secretaria-Geral Ibero-Americana (Segib) para realizar o Encontro Ibero-Americano do Ano Internacional dos Afrodescendentes.
A atividade reunirá representações governamentais, da sociedade civil e parlamentares de países africanos, sul-americanos, ibero-americanos e caribenhos, em Salvador, Bahia, de 16 a 19 de novembro deste ano. Os debates acontecerão no Centro de Convenções da Bahia, localizado na Rua Jardim Armação, s/nº, Praia de Armação, CEP.: 41.750-270, Salvador, Bahia, Brasil. Já a programação cultural terá atrações temáticas nos Largos e Praças do Pelourinho, situado no Centro Histórico de Salvador.
Por que discutir gênero?
Por que discutir gênero?
"Não digam nunca: isso é natural!
Para que nada passe por imutável”
(Bertold Brecht)
Para que nada passe por imutável”
(Bertold Brecht)
Questionar e redesenhar as relações sociais entre homens e mulheres é tarefa nada fácil. O senso comum diz que as desigualdades de gênero foram superadas, e que as mulheres já encontraram seu lugar. Essa compreensão equivocada renova a acomodação de mulheres sem perspectivas e o conforto de homens com a prerrogativa da decisão.
Mas quem pára para refletir sobre isso facilmente constata que a realidade é outra. Por que a maior parte dos casos de violência contra a mulher é praticada dentro de casa? Por que ainda há mulheres sofrendo violência sexual? Por que as mulheres são minoria nos cargos de direção do mercado de trabalho? Por que 70% da população pobre do mundo é constituída por mulheres?
Isso tudo e muito mais representam a ponta do iceberg de uma construção histórica e social que determinou um lugar social para as mulheres que não era o de sujeitos políticos, de protagonistas históricas, mas de inferioridade em relação ao homem. Pensemos bem... quais as características associadas ao masculino? Virilidade, força, bravura, racionalidade. E ao feminino? Ternura, cuidado, zelo, atenção, carinho, fragilidade. É aí que se encontra o conceito de gênero.
O termo “gênero” é usado para designar a construção social feita do que é masculino e do que é feminino. A utilização desse termo nos leva a refletir sobre o caráter essencialmente social das desigualdades e da hierarquização das relações sociais entre homens e mulheres; e além disso, uma vez que são construções sociais, ou seja, elaboradas ao longo da história pelos seres humanos, essas relações não são naturais, e podem – e devem – ser transformadas.
Consciência e responsabilidade na administração de medicamentos: Os perigos da automedicação
domingo, 13 de novembro de 2011
Projeto Negritude e Visibilidade na FTC Salvador
Semana da Consciência Negra ocorre de 16 a 18/11
Comprometida com a diversidade em torno das questões raciais, a Rede FTC participa das celebrações do Ano Internacional do Afro descendente, instituído pela Organização das Nações Unidas, promovendo a 6ª Edição do Projeto Negritude e Visibilidade.
Associa-se assim, aos movimentos sociais e entidades governamentais, na Semana da Consciência Negra. Momento para reverenciar Zumbi dos Palmares, herói, símbolo de resistência, ídolo maior da luta pela liberdade do povo negro.
Associa-se assim, aos movimentos sociais e entidades governamentais, na Semana da Consciência Negra. Momento para reverenciar Zumbi dos Palmares, herói, símbolo de resistência, ídolo maior da luta pela liberdade do povo negro.
A promoção do evento é um convite à reflexão sobre a invisibilidade e exclusão do negro na sociedade, sobretudo no extrato superior da pirâmide social. É hora de dar continuidade à luta e clamar por políticas sociais que contemplem ações afirmativas, visibilidade positiva e que assegurem igualdade de oportunidades.
Confira programação:
Dia 16
CONFERÊNCIA DESIGUALDADES RACIAIS EM SAÚDE
7h30 às 10h - Sala 402 / Módulo 2
Professora Claudete Varela
Coord. de Enfermagem - Jimi Hendrix
7h30 às 10h - Sala 402 / Módulo 2
Professora Claudete Varela
Coord. de Enfermagem - Jimi Hendrix
FEIRA DE ARTESANATO
9h às 18h - Saguão do Módulo 3
Pequeno Grupo de Amigos Empreendedores e Projeto Maria Maria
9h às 18h - Saguão do Módulo 3
Pequeno Grupo de Amigos Empreendedores e Projeto Maria Maria
EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA - CONCURSO NEGRO OLHAR
9h às 18h - Saguão do Módulo 4
Alunos do Curso de Comunicação Social
Coord. Professora Laíse Lessa
9h às 18h - Saguão do Módulo 4
Alunos do Curso de Comunicação Social
Coord. Professora Laíse Lessa
PESQUISA FTC MOSTRA A SUA CARA!
9h às 18h - Entrada do Módulo 3
Alunos do Curso de Ciências Biológicas
Coord. Professora Virginia Almeida
9h às 18h - Entrada do Módulo 3
Alunos do Curso de Ciências Biológicas
Coord. Professora Virginia Almeida
OFICINA - ACARAJÉ E ABARÁ
14h às 17h - Laboratório de Dietética
Esmeralda dos Santos Almeida
14h às 17h - Laboratório de Dietética
Esmeralda dos Santos Almeida
Dia 17
FEIRA DE ARTESANATO
9h às 18h - Saguão do Módulo 3
Pequeno Grupo de Amigos Empreendedores e Projeto Maria Maria
9h às 18h - Saguão do Módulo 3
Pequeno Grupo de Amigos Empreendedores e Projeto Maria Maria
Olimpiadas Universitarias 2011 – Basquete feminino da FTC (BA) solta o primeiro grito de campeão dos esportes coletivos das Olimpíadas Universitárias
O basquete feminino da Faculdade de Tecnologia e Ciências (BA) é a primeira equipe campeã dos esportes coletivos das Olimpíadas Universitárias JUBs 2011. Na tarde desta sexta-feira, dia 11, o time do técnico Gustavo Rocha, venceu a Universidade Federal de Sergipe por 65 a 28 (28 a 9 no primeiro tempo), no ginásio do SESC, em Campinas (SP), faturou o título invicto da Segunda divisão e de quebra garantiu o acesso para a Primeira Divisão em 2012..
“Acho que merecemos esse título, já que vencemos todas as três partidas que disputamos. Conseguimos impor nosso ritmo de jogo desde o início e isso facilitou a nossa vitória. Tenho certeza que fizemos um bom trabalho na competição e garantimos a volta do basquete baiano para a Primeira Divisão”, disse o treinador baiano.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
A decisão tem que ser nossa
A decisão tem que ser nossa.
Centenas de mulheres no Brasil são perseguidas, humilhadas e condenadas por recorrerem à prática do aborto, devido à nossa legislação ultrapassada.
Se não bastasse termos em vigor um Código Penal de 1940, que criminaliza a mulher que praticar aborto e quem a ajudar, em maio desde ano, 2010, foi aprovado pela Comissão de Seguridade Social e Família o Estatuto do nascituro. Nome dado ao projeto de lei 478/07, que versa sobre a proteção aos embriões (chamados de nascituros), que passam a ser considerados como seres humanos concebidos naturalmente ou in vitro, mesmo antes da sua transferência para o útero da mulher.
A condição efetiva de garantia dos direitos previstos pelo ordenamento jurídico brasileiro é o nascimento com vida, uma vez que inexiste o consenso científico e moral sobre quando começa a vida humana. E ao conferir o direito absoluto à vida aos embriões, o projeto desconsidera os direitos reprodutivos das mulheres garantidos por lei.
Além de infringir o art. 5º da CF/88, onde estão previstos como direitos fundamentais a autonomia e a liberdade, atacando diretamente a autonomia da mulher sobre o próprio corpo, o parecer elimina a hipótese de aborto em qualquer circunstância. O Estatuto retira do ordenamento jurídico direitos conquistados, pois possibilita a criminalização dos casos de aborto que antes eram permitidos por lei, quando a mãe se encontrar em situação de risco de morte e em caso de estupro (Artigo 128, II do Código Penal).
Se não bastasse termos em vigor um Código Penal de 1940, que criminaliza a mulher que praticar aborto e quem a ajudar, em maio desde ano, 2010, foi aprovado pela Comissão de Seguridade Social e Família o Estatuto do nascituro. Nome dado ao projeto de lei 478/07, que versa sobre a proteção aos embriões (chamados de nascituros), que passam a ser considerados como seres humanos concebidos naturalmente ou in vitro, mesmo antes da sua transferência para o útero da mulher.
A condição efetiva de garantia dos direitos previstos pelo ordenamento jurídico brasileiro é o nascimento com vida, uma vez que inexiste o consenso científico e moral sobre quando começa a vida humana. E ao conferir o direito absoluto à vida aos embriões, o projeto desconsidera os direitos reprodutivos das mulheres garantidos por lei.
Além de infringir o art. 5º da CF/88, onde estão previstos como direitos fundamentais a autonomia e a liberdade, atacando diretamente a autonomia da mulher sobre o próprio corpo, o parecer elimina a hipótese de aborto em qualquer circunstância. O Estatuto retira do ordenamento jurídico direitos conquistados, pois possibilita a criminalização dos casos de aborto que antes eram permitidos por lei, quando a mãe se encontrar em situação de risco de morte e em caso de estupro (Artigo 128, II do Código Penal).
Passeata no centro une 2 mil por mudanças na USP
São Paulo – Formada por diversos partidos políticos, correntes de pensamento e grupos estudantis, a passeata de estudantes, professores e funcionários da Universidade de São Paulo (USP) na tarde desta quinta-feira (10) na capital paulista unificou o discurso apenas em alguns pontos: o fim do convênio da USP com a Secretaria de Segurança Pública, a não punição dos estudantes que ocuparam a reitoria e a saída do reitor, João Grandino Rodas.

A passeata foi encabeçada pelos 73 estudantes removidos da Reitoria da USP na madrugada da última terça-feira (8) e mantidos durante todo o dia em espera em um ônibus e depois levados ao distrito policial. Os cerca de dois mil manifestantes seguiam atrás e em coro: "Rodas, a culpa é sua. A aula hoje é na rua". A passeata, que teve seu início da Faculdade de Direito da universidade, no Largo São Francisco, centro de São Paulo, percorreu algumas ruas da região.
A passeata foi encabeçada pelos 73 estudantes removidos da Reitoria da USP na madrugada da última terça-feira (8) e mantidos durante todo o dia em espera em um ônibus e depois levados ao distrito policial. Os cerca de dois mil manifestantes seguiam atrás e em coro: "Rodas, a culpa é sua. A aula hoje é na rua". A passeata, que teve seu início da Faculdade de Direito da universidade, no Largo São Francisco, centro de São Paulo, percorreu algumas ruas da região.
Munidos de cartazes com palavra de ordem, os estudantes pediam o fim da repressão policial no campus da USP e reivindicavam a saída imediata da PM da Cidade Universitária - o convênio entre as instituições foi firmado no mês de setembro. Para a estudante de letras Debora Manzano, a maneira com que a polícia agiu contra os alunos que ocuparam a reitoria desde a última semana chocou a todos, inclusive aqueles que não concordavam com a decisão de ocupar o prédio. Para ela, a ação foi brutal e deixou um clima de medo e insegurança no campus.
"Apesar de muitos estudantes não concordarem com a ocupação, aquilo tudo foi muito impactante para todo mundo. Nós somos a favor de seguranças, mas sem militarização da universidade. Queremos outras medidas que podem aumentar a segurança sem que situações como essa ocorram novamente."
VER-SUS aproxima estudantes de experiências no SUS
Projeto, coordenado pelo Ministério da Saúde, é lançado no Rio Grande do Sul
O Ministério da Saúde lançou a nova edição do projeto VER-SUS Brasil (Vivências e Estágios na Realidade do Sistema Único de Saúde do Brasil). O programa tem a finalidade de promover o contato e aproximar acadêmicos da realidade nos serviços da rede pública de saúde. O lançamento ocorreu esta semana durante o V Congresso Brasileiro de Extensão Universitária, sediado em Porto Alegre. Em 2012, o VER-SUS Brasil levará cinco mil alunos de graduação para vivenciar a realidade do Sistema Único de Saúde (SUS) em diversos municípios do Brasil.
Além dos acadêmicos de medicina, o programa atenderá estudantes das áreas de enfermagem, nutrição, fonoaudiologia, educação física, fisioterapia e saúde coletiva, entre outras. “É uma iniciativa que aumenta os espaços de contato e provoca o crescimento contínuo. Com certeza vai provocar mudanças nas graduações, vai estimular um maior apoio à extensão, vai impulsionar a participação popular e fomentar que a crítica e a discussão sobre a prática façam parte do dia a dia dos serviços e também estimule novas formas de pensar nas universidades”, afirmou Hêider Pinto, diretor do Departamento de Atenção Básica, do Ministério da Saúde.
EXPANSÃO -Ao estimular a participação dos alunos no programa, o Ministério da Saúde pretende garantir uma experiência integrada dos diversos setores do SUS, fugindo do isolamento de estágios restritos às áreas vinculadas ao exercício de cada profissão. Segundo Hêider Pinto, 60 universidades e diversas secretarias municipais de saúde e centros acadêmicos de diferentes cursos, de todo o país, já demonstraram interesse em realizar as vivências em 2012.
A retomada do projeto VER-SUS Brasil, pelo Ministério da Saúde, foi celebrada por vários segmentos da área da saúde, da educação e da participação popular. O programa tem a parceria da escola do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), da escola de Saúde Pública do Estado do Rio Grande do Sul, da Associação Brasileira Rede Unida e da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Esclarecendo o caso USP (pra quem vê de fora)
Somos alunos da ECA-USP e visto a falta de imparcialidade da mídia com referência aos últimos acontecimentos ocorridos dentro da Universidade de São Paulo, cremos ser importante divulgar o cenário real do que realmente se passa na USP. Alguns fatos importantes que gostaríamos de mostrar:
- O incidente do dia 27/10/11, quando 3 alunos foram pegos portando maconha, NÃO foi o ponto de partida das reivindicações estudantis. Aquele foi o estopim para insatisfações já existentes.
- Portanto, gostaríamos de explicitar que a legalização da maconha, seja dentro da Cidade Universitária ou em qualquer espaço público, não é uma reivindicação estudantil. Alguns grupos até estão discutindo essa questão, mas ela NÃO entra na pauta de discussões que estamos tendo na USP.
- Os alunos da USP NÃO são uma unidade. Dentro da Universidade há diversas unidades (FFLCH, FEA, Poli, etc.) e, dentro de cada unidade, grupos com diferentes opiniões. Por isso não se deve generalizar atitudes de minorias para uma universidade inteira. O que estamos fazendo, isso no geral, é sim discutir a situação atual em que se encontra a Universidade.
- O Movimento Estudantil, responsável pelos eventos recentes, NÃO é uma organização e tampouco possui membros fixos. Cada ação é deliberada em assembleia por alunos cuja presença é facultativa. O que há é uma liderança desse movimento, composta principalmente por membros do DCE (Diretório Central dos Estudantes) e dos CAs (Centros Acadêmicos) de cada unidade. Alguns são ligados a partidos políticos, outros não.
- Portanto, os meios pelos quais o Movimento Estudantil se mostra (invasões, pixações, etc.) não são decisão de maiorias e, portanto, são passíveis de reprovação. Seus fins (ou seja, os pontos reais que são discutidos), no entanto, têm adesão muito maior, com 3000 alunos na assembleia do dia 08/11.
- Apesar de reprovar os meio usados pelo Movimento Estudantil (invasões, depredação), não podemos desligitimar as reivindicações feitas por esses 3000 alunos. Os fatos não podem ser resumidos a uma atitude de uma parcela muito pequena dos universitários.
Sabendo do que esse movimento NÃO se trata, seguem suas reinvidicações:
DISCUSSÃO DO CONVÊNIO PM-USP / MODELOS DE SEGURANÇA NA USP
A reivindicação estudantil não é: PM FORA DO CAMPUS, mas antes SEGURANÇA DENTRO DO CAMPUS. Os estudantes crêem na relação dessas reivindicações por três motivos:
A PM não é o melhor instrumento para aumentar a segurança, pois a falta de segurança da Cidade Universitária se deve, entre outros fatores, a um planejamento urbanístico antiquado, gerando grandes vazios. Iluminação apropriada, política preventiva de segurança e abertura do campus à populacão (gerando maior circulação de pessoas) seriam mais efetivas. Mas, acima de tudo...
A Guarda Universitária deve ser responsável pela segurança da universidade. Essa guarda já existe, mas está completamente sucateada. Falta contingente, treinamento, equipamento e uma legislação amparando sua atuação. Seria muito mais razoável aprimorá-la a permitir a PM no campus, principalmente porque...
A PM é instrumento de poder do Estado de São Paulo sobre a USP, que é uma autarquia e, como tal, deveria ter autonomia administrativa. O conceito de Universidade pressupõe a supremacia da ciência, sem submissão a interesses políticos e econômicos. A eleição indireta para reitor, com seleção pessoal por parte do governador do Estado, ilustra essa submissão. O atual reitor João Grandino Rodas, por exemplo, era homem forte do governo Serra antes de assumir o cargo.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Conseguimos mudar a VMD !!!!
COMUNICADO FTC
NOVOS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
Nesse contexto, o processo de avaliação ocupa espaço relevante no conjunto das práticas pedagógicas aplicadas, constituindo-se recurso essencial para o aprimoramento constante dos processos educativos.
Consoante com as Diretrizes Curriculares dos Cursos de Graduação do MEC, a Rede FTC busca promover a avaliação como instrumento essencial à verificação do aprendizado efetivamente construído pelo aluno, fornecendo elementos ao trabalho docente, direcionando o processo de ensino e aprendizagem de forma a contemplar a melhor abordagem pedagógica das disciplinas.
Assim, na busca de promover, cada vez mais, uma avaliação processual que atenda às diretrizes aqui apresentadas, a Rede FTC apresenta os novos critérios de avaliação da aprendizagem para todos os Cursos de Graduação, a vigorar a partir do 2011.2, como segue:
Número das Unidades: 2 (duas) Unidades Letivas por disciplina (U1 e U2).
Tipo de avaliações no semestre: caberá ao Colegiado de Curso definir, por disciplina, se haverá trabalho em grupo e o peso da nota para o trabalho.
Número de avaliações no semestre: caberá ao Colegiado de Curso definir o quantitativo de avaliações por disciplina, sendo:
Avaliação Individual - AI – mínimo de 01 (uma) e máximo de 03 (três) avaliações por unidade, por disciplina;
Avaliação em Grupo - AG (se houver) – de 01 (uma) a 03 (três) avaliações por unidade, por disciplina.
CÁLCULO DA MÉDIA DAS UNIDADES LETIVAS
MU = (Peso AI x MAI + Peso AG x MAG) / 10
Sendo:
MU = Média da Unidade
MAI = Média aritmética simples da(s) avaliação(ões) individual(is) realizada(s) na unidade
MAG = Média aritmética simples da(s) avaliação(ões) em grupo realizada(s) na unidade
Peso AI = Peso da Avaliação Individual
Peso AG = Peso da Avaliação em Grupo
VERIFICAÇÃO MULTIDISCIPLINAR – VMD
Após o período de avaliações da segunda Unidade Letiva, o aluno deverá responder a Verificação Multidisciplinar - VMD, que tem como objetivo identificar o nível da aprendizagem dos estudantes no que concerne às competências e habilidades estabelecidas nas diretrizes curriculares dos cursos.
A Verificação Multidisciplinar será realizada em todos os cursos e disciplinas da Rede FTC, excluindo-se as disciplinas de trabalho de conclusão de curso, estágio supervisionado, tópicos especiais e demais disciplinas integralmente práticas.
A Verificação Multidisciplinar terá peso 1 (um) e comporá a Média Curricular (MC).
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Políticas afirmativas em Salvador para combater o Racismo da Prefeitura Municipal
Políticas afirmativas em Salvador para combater o Racismo da Prefeitura Municipal
Amém ao racismo e VETO as cotas
Por Marcela Ribeiro
O sistema de cotas é um dos mecanismos das Ações de Políticas Afirmativas (ações que visam oferecer aos grupos discriminados e excluídos um tratamento diferenciado a fim de combater tais injustiças) que mais repercute de forma substancial e objetiva. Elas vêm na sociedade brasileira e ao redor do mundo cumprir um papel de reparação social. No Brasil, os primeiros povos a receberem políticas afirmativas foram os imigrantes europeus, que quando aportaram aqui receberam terras, direitos e cidadania. Sendo assim, essa é uma política antiga no nosso país.
A Região Metropolitana de Salvador tem em sua população uma maioria esmagadora de negros e negras. Em 2007 a PEA (população economicamente ativa) negra representava 86,6% da força de trabalho dessa região ao passo que a população não negra apenas 13,4%. Apesar do povo negro representar pouco mais de 4/5 da PEA está proporcionalmente em maior numero no contingente de desempregados, representando 90,4% deste.
A situação fica mais crítica quando vamos ver que os homens negros são empregados em sua grande maioria na construção civil que possui uma alta rotatividade e as mulheres negras estão no serviço doméstico onde a jornada de trabalho é mais extensa. Ambos em setores que carecem de uma proteção social, em setores onde a exploração e opressão sobre a classe trabalhadora é mais intensa.
A escolaridade apesar de influenciar fortemente sucumbe a questões de cor e gênero. Uma vez que as desigualdades persistem quando colocados em voga sujeitos com a mesma escolaridade mas de “etnias distintas”. Nessa perspectiva as mulheres negras são ainda mais desfavorecidas uma vez que sofrem uma dupla discriminação: ser mulher e ser negra.
Temos tido avanços através da pressão e da luta do movimento negro, aliado a diversos outros movimentos sociais ligados aos setores de esquerda. O sistema de cotas, a política pública de permanência nas universidades, o PROUNI, são conquistas e vitórias da luta histórica destes setores.
Em defesa da concepção sistêmica na gestão federal da educação: em apoio à administração integrada da educação básica e da educação superior no MEC
No início de abril de 2010, representantes da sociedade civil e do Estado brasileiro, aprovavam o Documento Final da Conae (Conferência Nacional de Educação), fruto de um inédito processo político que mobilizou mais de quatro milhões de cidadãos e cidadãs e determinou uma nova agenda para a educação nacional, marcada pela urgência no estabelecimento do Sistema Nacional de Educação.
Contudo, nos últimos meses, têm tramitado no Congresso Nacional propostas que divergem das deliberações da Conae. Em agosto de 2011, foi ameaçada a exigência de contratação de professores e professoras, com títulos de pós-graduação, para atuar na educação superior no Brasil. Fundamentalmente, foi graças à mobilização da sociedade civil que os senadores e senadoras foram sensibilizados quantos aos riscos dessa proposição.
Nas últimas semanas, o Senado Federal avançou na tramitação de outra proposta contraditória aos princípios sistêmicos da educação nacional afirmados na Conae: aprovou, em uma comissão de mérito, a cisão, na gestão federal, da educação básica e da educação superior.
Propondo dividir a administração federal da educação em “Ministério da Educação de Base” e “Ministério da Ciência e Tecnologia”, a proposta do Senador Cristovam Buarque (PDT-DF) pretende desagregar dois níveis educacionais interdependentes e complementares. Sob o argumento de que tal iniciativa desoneraria o atual Ministério da Educação (MEC) das competências relativas ao ensino superior, tal proposta representa um grave retrocesso, por dar novo ânimo a já superada visão educacional desintegradora, presente nas políticas focalizadas dos anos 1990. Ademais, tal proposição poderá criar mais dificuldades administrativas do que soluções para os problemas existentes, subdividindo instituições, criando novas estruturas, duplicando ações e organismos que possuem o mesmo fim.
Segundo o relatório aprovado na Comissão de Ciência e Tecnologia, outra vantagem advinda da implementação da proposta supracitada é “que o poder político, a capacidade de organização, a visibilidade e a proximidade com a elite do segmento voltado ao ensino superior fazem com que o MEC concentre sua atenção e seus recursos nessa área, em detrimento do conjunto da educação básica”, o que não coaduna com as competências dos entes federados, definidas na Constituição Federal e na LDB, no tocante aos níveis, etapas e modalidades da educação.
Faltam candidaturas para enfrentar a crise em Salvador
As eleições em Salvador
O cientista político Paulo Fábio Dantas faz um alerta: até o momento, faltam nomes dispostos a discutir e resolver os problemas de Salvador. “A população está pedindo uma candidatura que tenha condição de assumir uma posição de oposição clara ao governo municipal, capaz de reunir e aglutinar o sentimento de insatisfação com o atual comando da cidade”.
Para ele, será difícil as oposições construírem uma candidatura única em 2012. Nesta entrevista à TB, oespecialista critica ainda a antecipação da disputa de 2014 e a imposição de estratégia que a sucessão estadual faz na disputa municipal.
Tribuna – O senhor acredita que as oposições vão conseguir construir uma candidatura única em Salvador?
Paulo Fábio Dantas – Vamos ver o que é que você está chamando de oposições.
Tribuna – O DEM, PMDB, PSDB, PR...
Dantas – Esse próprio modo de agrupar já indica a lógica da política estadual colonizando a política municipal. O PT estará junto com João Henrique (PP), já que o prefeito faz parte de um partido da base governista. De certa forma, a política do governador do estado, que é uma política de construir esse arco que pouco falta para a unanimidade na Assembleia Legislativa, é compreensível do ponto de vista do objetivo de manter o poder estadual. Mas essa lógica é devastadora e perniciosa em relação à política do município. Porque se a política do PT for esta, isso significará que este e outros partidos terão que abrir mão de uma posição crítica, de uma posição alternativa a esse estado calamitoso em que se encontra a administração local. O virtual candidato do PT Nelson Pelegrino já chegou a admitir numa entrevista que é isso mesmo. Se for o caso, eleição não é hora de ficar discutindo se João Henrique é isso ou aquilo. Isso desorienta a opinião pública.
Tribuna – Mas a oposição marchará unida contra João Henrique?
Dantas - Considerando que oposição seria DEM, PSDB, PMDB, PR e os partidos menores... Veja o que já é um contrasenso. Se você considerar oposição o DEM, que teve e tem ainda participação na segunda gestão de João Henrique. O PMDB, que saiu do governo, mas foi grande partido responsável pela reeleição do prefeito. O PSDB, tudo bem. O ex-prefeito Antonio Imbassahy foi um dos candidatos derrotados em 2008. Com exceção do PSDB, os outros partidos terão que fazer uma certa peripécia política para se apresentarem como oposição à gestão de João Henrique. Agora, são oposição a quem? Ao governo do estado. Em nome disso, pergunta-se: é possível construir uma aliança entre esses partidos? É um caminho difícil. Difícil porque o PMDB foi buscar o nome de um ex-prefeito que hoje é uma figura destacada no radialismo baiano. A possível candidatura de Mário Kertész pode ter um fator que eu considero positivo que é o de pautar os assuntos da cidade.
Tribuna – O senhor acredita que a candidatura de Mário é para valer?
Dantas – Não sei. Não sou adivinho. O que eu estou achando é que ele está medindo a possibilidade de ser candidato ou não de acordo com a possibilidade de realizar essa aliança. Acho complicado o caminho de Imbassahy numa aliança com Mário, pois o conflito entre os dois aconteceu num passado recente, difícil de contornar. Além disso, o PSDB é um partido na Bahia que tem pontes de entendimento com o governo do estado, sempre teve. É oposição em nível nacional. O governo, se quiser, tem mecanismos para fazer acenos. Não de apoio, mas no sentido de que anime a candidatura do PSDB e dificulte essa aliança completa. Imagino que a essa altura o que ele esteja fazendo é trabalhando nessa linha, mandando recados de que a candidatura pode ter, senão apoio, pelo menos uma atitude do governador como a que teve na última eleição. Eu lembro que Imbassahy apoiou Pinheiro no segundo turno. Acho que essa é uma dificuldade política para essa aliança se formar. Agora, eu acho que as dificuldades no campo governista não são menores para uma candidatura unificada, como Pelegrino imagina que vai ser.
Tribuna – A candidatura de Pelegrino não decola. Por que essa dificuldade, mesmo com tanta movimentação do PT?
Dantas – Eu acho que Pelegrino joga errado há muito tempo. Ele imagina que quanto mais fizer o jogo do governador, mais facilmente terá o apoio generalizado de Wagner e de suas forças políticas. Acho que não é assim. Quanto mais ele faz isso, mais fica parecido com qualquer candidato da base e mais abre caminho para aquela ideia originária do governador de que, quanto mais pulverizada e mais candidatos da base, melhor. Mesmo que Imbassahy viesse a ganhar a eleição, isso não seria nenhuma tragédia para Wagner. Pelo contrário. Se Imbassahy vira prefeito, de repente o governo, como sabe que a prefeitura tem um grau de dependência enorme em relação ao estado, pode ampliar ainda mais o arco de alianças para sair da Bahia quase com a unanimidade. Aliado a isso, a única possibilidade de desembarque na candidatura de Pelegrino de todas as forças políticas seria uma intervenção direta do governador no sentido de bancar isso. Acho que Wagner não tende a fazer isso. Não tem a ver com sua política. Pelegrino perde tempo ao imaginar que se viabilizará por esse caminho.
Tribuna – O senhor acredita que as oposições vão conseguir construir uma candidatura única em Salvador?
Paulo Fábio Dantas – Vamos ver o que é que você está chamando de oposições.
Tribuna – O DEM, PMDB, PSDB, PR...
Tribuna – Mas a oposição marchará unida contra João Henrique?
Tribuna – O senhor acredita que a candidatura de Mário é para valer?
Dantas – Não sei. Não sou adivinho. O que eu estou achando é que ele está medindo a possibilidade de ser candidato ou não de acordo com a possibilidade de realizar essa aliança. Acho complicado o caminho de Imbassahy numa aliança com Mário, pois o conflito entre os dois aconteceu num passado recente, difícil de contornar. Além disso, o PSDB é um partido na Bahia que tem pontes de entendimento com o governo do estado, sempre teve. É oposição em nível nacional. O governo, se quiser, tem mecanismos para fazer acenos. Não de apoio, mas no sentido de que anime a candidatura do PSDB e dificulte essa aliança completa. Imagino que a essa altura o que ele esteja fazendo é trabalhando nessa linha, mandando recados de que a candidatura pode ter, senão apoio, pelo menos uma atitude do governador como a que teve na última eleição. Eu lembro que Imbassahy apoiou Pinheiro no segundo turno. Acho que essa é uma dificuldade política para essa aliança se formar. Agora, eu acho que as dificuldades no campo governista não são menores para uma candidatura unificada, como Pelegrino imagina que vai ser.
Tribuna – A candidatura de Pelegrino não decola. Por que essa dificuldade, mesmo com tanta movimentação do PT?
Dantas – Eu acho que Pelegrino joga errado há muito tempo. Ele imagina que quanto mais fizer o jogo do governador, mais facilmente terá o apoio generalizado de Wagner e de suas forças políticas. Acho que não é assim. Quanto mais ele faz isso, mais fica parecido com qualquer candidato da base e mais abre caminho para aquela ideia originária do governador de que, quanto mais pulverizada e mais candidatos da base, melhor. Mesmo que Imbassahy viesse a ganhar a eleição, isso não seria nenhuma tragédia para Wagner. Pelo contrário. Se Imbassahy vira prefeito, de repente o governo, como sabe que a prefeitura tem um grau de dependência enorme em relação ao estado, pode ampliar ainda mais o arco de alianças para sair da Bahia quase com a unanimidade. Aliado a isso, a única possibilidade de desembarque na candidatura de Pelegrino de todas as forças políticas seria uma intervenção direta do governador no sentido de bancar isso. Acho que Wagner não tende a fazer isso. Não tem a ver com sua política. Pelegrino perde tempo ao imaginar que se viabilizará por esse caminho.
89% dos jovens tem orgulho de ser brasileiro
Estudo feito com pessoas de 18 a 24 anos revela que a geração atual pensa no coletivo e sonha com o fim da violência e corrupção
Os jovens brasileiros estão mais esperançosos com o futuro do país. Quem chega a essa conclusão é a empresa de mapeamento de tendências Box1824, que entrevistou 3000 garotos e garotas entre 18 e 24 anos, de todas as classes sociais, para descobrir o que eles pensam sobre o país e sobre a sua geração. O estudo, que faz parte do projeto intitulado “O Sonho Brasileiro” e demorou um ano e meio para ser concluído, constatou que 89% dos jovens têm orgulho de ser brasileiro, sendo que76% acreditam que o país está mudando para melhor. Os dados são positivos e revelam bastante otimismo entre as 25 milhões de pessoas que fazem parte desta faixa etária atualmente.
O levantamento mostra que esses números são resultados de diversos fatores. No campo social, isso se deve a esse grupo ter crescido no período pós-ditadura, imerso em novas tecnologias e com a inflação controlada. Diante da situação econômica mais promissora, o jovem encontra um país cada vez mais importante no cenário internacional, pronto para superar crises, além de ser escolhido para sediar grandes eventos esportivos.
Passe Livre PROUNI em SP
A União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP) aprovou nesta segunda-feira (7), durante a segunda reunião da diretoria executiva realizada na sede da entidade, o calendário de blitz da campanha em defesa do passe livre aos estudantes do ProUni.
Para intensificar e acelerar o processo da aprovação do projeto de lei 256/2011, que concede o benefício, a entidade programou uma série de atividades com o intuito de conquistar a adesão de parlamentares e da sociedade civil.
O PL, desenvolvido pelo vereador Netinho de Paula (PCdoB), foi pensado para evitar a evasão escolar dos estudantes de baixa renda contemplados pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), e prevê o passe-livre nos ônibus da cidade de São Paulo para estes jovens. O projeto já foi encaminhado para a Comissão de Transportes e, se aprovado, o próximo passo será o deslocamento para a Comissão de Finanças. Depois, ao Plenário da Câmara e à sanção do Prefeito.
“Com a aprovação deste projeto de lei, a permanência no ensino superior será garantida para mais de 150 mil estudantes no município de São Paulo. É preciso agir e mobilizar toda a população para essa luta, que envolve, não só os interesses destes estudantes, mas o crescimento e o desenvolvimento do nosso país”, garante o presidente da UEE-SP, Alexandre ‘Cherno’ Silva.
A campanha foi iniciada em outubro com a ativação do recolhimento de assinaturas pelo site Petição Pública, conquistando através das redes, centenas de assinaturas. Com a aprovação desta agenda, as blitz se iniciam como forma de complementar a mobilização.
O que rolou na primeira ação policia que levou estudantes presos depois da ocupação
Os jovens foram levados à delegacia e terão que pagar fiança para sair
Cerca de 400 policiais da Tropa de Choque da Polícia Militar de São Paulo cumpriram a ordem judicial e desalojaram mais de cem estudantes que ocupavam o prédio da Reitoria da Universidade de São Paulo (USP). A ação começou por volta das 5 horas da manhã e houve confronto entre as partes.
Há uma semana, o prédio era ocupado por estudantes da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciência Humanas (FFLCH). Ao todo, 73 estudantes, dos quais 24 mulheres, foram detidos e levados à delegacia. As chaves da reitoria foram entregues a um oficial de Justiça pelo comando da PM, responsável pelas informações.
Os estudantes tinham ocupado no dia 27 de outubro o edifício administrativo da FFLCH, em protesto contra o convênio USP-PM, proposto pela atual gestão da universidade. Na madrugada do dia 2 de novembro, um grupo de manifestantes, descontentes com a decisão da assembleia estudantil de se retirar do prédio da administração da faculdade, decidiu ocupar a reitoria.
Nesta segunda-feira (7), mais de 150 estudantes que estavam acampados no prédio, decidiram, em assembleia, manter a ocupação. A decisão foi tomada minutos antes do prazo dado pela Justiça para a desocupação do prédio sem o uso de força policial.
Em contrapartida, a administração da universidade se comprometeu a incluir os alunos nos debates sobre o convênio com a Polícia Militar e rever os processos administrativos envolvendo os estudantes e funcionários, mas já adiantou que manterá o convênio com a PM.
Os alunos presos foram levados para a 91ª Delegacia de Polícia, na zona oeste da capital paulista. Os estudantes foram transportados em três ônibus da Polícia Militar (PM), nos quais permanecem detidos e saem em grupos para prestar depoimento.
UNE
Professor denuncia clima de perseguição na UNIR
Em Rondônia, greve já dura mais de dois meses. Docentes e alunos se unem e pedem afastamento do reitor
Déficit de professores, técnicos e a falta de uma estrutura física adequada, que inclui até banheiros e limpeza, constituem as pautas que fizeram com que, em meados de setembro deste ano, professores e alunos da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) entrassem em greve.
A universidade está parada há 49 dias e o prédio da Reitoria está ocupado pelos estudantes há 28. O que já dura mais de dois meses parece não ter prazo para se encerrar. As negociações estão emperradas.
Um professor que não quis se identificar entrou em contato com a redação da UNE e explicou detalhadamente o ocorrido. “Em resposta à paralização, na época, a assessoria da universidade afirmou que tudo ia muito bem, obrigado. Aos poucos, o movimento dos alunos e professores se transformou em um fluxo para o afastamento da administração atual, por entender que havia uma série de denúncias – em licitações, obras, recursos, fundação de apoio e concursos públicos – que precisavam ser tiradas a limpo. Não queremos melhorias salariais, apenas boas condições de trabalho e estudo”, avaliou.
A Universidade Federal de Rondônia tem 29 anos e 7 campi. A gestão do reitor José Januário de Oliveira Amaral, para a maioria dos grevistas que querem o seu afastamento, é marcada pela falta de pragmatismo e conselhos submissos. Muitas vezes, os professores necessitam comprar os equipamentos básicos para dar aula, e até brigar com colegas para ter acesso a uma sala de aula para lecionar.
Opniao sobre as drogas de um membro do Conselho Nacional de Politicas sobre Drogas
Confira o artigo do antropólogo e membro do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas, Sergio Vidal, sobre a liberação e a proibição da maconha
Em geral, as discussões de políticas e leis sobre a maconha são feitas por pessoas que defendem apaixonadamente sua proibição total ou sua liberação total. Na proibição total significa que plantar, colher, fumar, vender ou distribuir maconha, ainda que sem a intenção de lucro, continuam sendo crime. Na liberação total a maconha seria tratada como o álcool ou tabaco, tornando-se um negócio passível de ser explorado pelas grandes industrias. Mas será que não estamos tão acostumados com a discussão monolítica dos “contra” X “a favor” que estamos ignorando a existência de inúmeras possibilidades entre esses dois extremos?
Em fevereiro desse ano, durante um debate de lançamento do meu livro em São Paulo, o deputado Paulo Teixeira, líder do PT na Câmara, defendeu que fosse estudado no Brasil a possibilidade de regulamentar o cultivo de maconha para uso pessoal. Em sua proposta o deputado defendeu ainda que fosse regulamentada a criação de associações sem fins lucrativos, formada por usuários, para que esses pudessem cultivar e se abastecer de forma coletiva. Na época, a participação do deputado nesse debate foi ridicularizada por alguns jornais, que sequer se deram ao trabalho de pesquisar sobre como tem sido experiências semelhantes em alguns países da Europa, do qual a Espanha é o maior exemplo, muito menos publicar informações sobre o que tem sido essas experiências e quais seus resultados concretos.
A cada dia tem ficado mais evidente que esse debate tem que ser feito com urgência. A intensidade com que o assunto vem sendo discutido nos mais diferentes espaços da sociedade é um marco importante de como a discussão deve ser encarada com seriedade. Em vista disso, devemos nos perguntar: Será que discutir a regulamentação das Associações de Usuários, como vem propondo o deputado Paulo Teixeira, é uma proposta assim tão absurda?
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